Marketing
Neuromarketing: como funciona e 6 dicas práticas de como aplicá-lo

Gostamos de acreditar que estamos no controle das nossas ações e agimos de forma racional, certo? Essa pode ser a percepção que temos diante de uma escolha, mas a formação de uma ideia em nossa mente tem muito mais a ver com impulsos e o subconsciente do que poderíamos imaginar. O neuromarketing se dedica a entender esse fenômeno e como aplicar esse conhecimento às estratégias.


Associada ao marketing, a neurociência ajuda a entender impulsos e motivações que levam à escolha. São esses estudos que apontam quão irracional e inconsciente são as escolhas, tendo muito mais a ver com o emocional.

Toda ação de marketing deve ser pautada pelo neuromarketing
O neuromarketing não é uma estratégia para vender, literalmente falando. Ele se dedica a entender como estímulos impactam sobre o cérebro, o que é extremamente relevante na hora de planejar uma campanha.

Esses conhecimentos são usados em branding, design, inovação, publicidade, comércio, entretenimento, UX (experiência do usuário) e nas tomadas de decisão.
A tomada de decisão não é puramente racional, mas inconsciente. A opinião é formada em três partes do cérebro.

Cérebro Reptiliano, ligado à sobrevivência e emoções primitivas

• Respiração
• Batimentos cardíacos
• Fome
• Medo
• Raiva

Cérebro Límbico, responsável pelas emoções complexas

• Armazenamento de informações
• Sensações Neocórtex
• Raciocínio
• Social

Em resumo, os cérebros Reptiliano e Límbico recebem os estímulos, cabendo ao Neocórtex processar a decisão. Todo esse processo é formado inconscientemente, embora pensamos que tudo é feito de forma racional. A neurociência explica que esse processo se dá para que a mente não seja sobrecarregada com ações que realizamos de forma automática, como respirar e os batimentos cardíacos.

Como utilizar esse conhecimento em uma estratégia de marketing?
São inúmeras as técnicas que englobam o neuromarketing, aqui podemos destacar algumas que são facilmente aplicáveis em qualquer campanha.

Impacto visual
Não é de se espantar que conteúdos visuais sejam imensamente mais atrativos e persuasivos, um grande exemplo é o próprio Instagram. De acordo com um levantamento feito pela Viver de Blog, o subconsciente leva apenas 90 segundos para julgar um ambiente ou produto após o contato visual.

O estudo aponta ainda que 93% das pessoas levam aspecto visual em consideração e as cores são grandes responsáveis por isso.

Cores em dados
80% acreditam que cores aumentam o reconhecimento da marca
60% rejeitam ou aceitam um produto ou serviço pela cor
Anúncios em cores são 42% mais vistos que os em preto e branco
Fonte: Viver de Blog

Cada cor oferece um estímulo diferente, aqui vamos destacar as primárias:

Vermelho

• Ativo, apaixonante e emocionante
• Estimula apetite (usado em restaurantes)
• Senso de urgência (usado em liquidações)

Amarelo

• Feliz, acolhedor e estimulante
• Prende a atenção (vitrines de lojas)

Azul

• Calma, confiança e segurança
• Produtivo e não invasivo (usado no mundo corporativo)

Layout
Além das cores, design e usabilidade são fatores importantes para persuadir. Investir em uma fonte simples, por exemplo, atrai.

Gatilhos mentais
Criar sensações de urgência, escassez e exclusividade. Outro ponto é focar na solução que você pode oferecer, não no produto. Pessoas gostam de se ver no centro da atenção, isso tem a ver com o cérebro reptiliano.

Narrativa
Tudo é uma questão de saber contar uma boa história. Apostar em storytelling e usar arquétipos são boas alternativas.

Preço
Aversão a perda e a comparação são aspectos a serem considerados quanto ao valor atribuído ao produto. Oferecer um preço mais baixo e outro mais alto para induzir à compra. É possível comparar com concorrentes e oferecer melhor.

Palavras persuasivas
Tenha em mente expressões que despertam interesse, como ‘grátis’ e ‘novo’.